NOSSA SENHORa, mãe de toda a humanidade
- Henrique Santos Filho

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A Igreja, em sua sabedoria milenar, reservou o mês de maio para a devoção mariana. Este tempo é, acima de tudo, uma manifestação de amor à Virgem Mãe de Deus, um período para expressarmos nossa gratidão através de atos que tocam a sensibilidade da fé.

Falar de Maria é falar de um dos maiores ícones da história; uma mulher de fé inabalável e determinação heróica, cujo exemplo ressoa no coração de cada um de nós. Entre tantas mulheres de seu tempo, Deus a escolheu como o instrumento perfeito para que a promessa de salvação se cumprisse. Jovem, humilde e de coração puro, Maria não ofereceu apenas seu ventre, mas toda a sua existência ao plano divino.
Ao ouvir a voz de Deus, ela não apenas escutou, mas acolheu o mundo em seu sim.
Aceitar o desafio de ser mãe do Salvador foi o primeiro passo de uma jornada de entrega. Deus desejou que Seu amor incondicional chegasse à humanidade através de uma mãe, humanizando o divino. São João Paulo II, na encíclica Ecclesia de Eucharistia, nos lembra que Maria praticou uma “fé eucarística” antes mesmo da instituição do sacramento, ao oferecer-se como o primeiro sacrário do Verbo.
Para as mães de hoje, Maria é o espelho da resiliência. Ela enfrentou o desconhecido, a perseguição e a dor suprema ao pé da cruz sem nunca perder a confiança. Nela, toda mãe encontra força para as lutas diárias, encontrando consolo em saber que a Mãe de Deus também conheceu as renúncias e as esperanças que habitam a maternidade.
A missão de Maria como Mãe da Humanidade foi selada no momento mais difícil: no Calvário. Ao dizer a João: “Eis aí a tua mãe” (Jo 19, 26-27), Jesus não estava apenas garantindo o cuidado de Sua mãe, mas entregando todos nós aos cuidados maternos dela.
Ali, a maternidade de Maria ganhou uma dimensão universal.
“O papel de Maria para com a Igreja é inseparável de sua união com Cristo, decorrendo diretamente dessa união” (CIC, 964).
Esta relação não é vaga ou abstrata; é uma conexão pessoal de Maria com cada cristão. Sua missão não diminui a mediação de Cristo, mas a exalta, mostrando que toda a força da Virgem provém dos méritos de seu Filho.
Podemos, portanto, recorrer à Santa Virgem com total confiança. Ela é a cooperadora da Redenção, aquela que caminha ao nosso lado, compreendendo nossas fragilidades e fortalecendo nossa caminhada. Que ao olharmos para Maria, possamos enxergar não
apenas uma figura do passado, mas a presença viva de uma mãe que nos ensina que, com fé e amor, é possível transformar o mundo.




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