FIM DE ANO, TEMPO DE VIDA NOVA
- Henrique Santos Filho

- 29 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Às vezes, o coração da gente carrega coisas que pesam… mágoas, culpas, quedas que preferimos esconder. E, no silêncio, nos perguntamos se Deus realmente pode nos perdoar, se Ele olha para nós com misericórdia apesar das nossas imperfeições.

A verdade é que a Bíblia não traz uma definição teórica de perdão, ela faz algo muito maior: mostra o perdão acontecendo, de forma viva, concreta, tocando vidas reais.
E o maior exemplo desse perdão é o próprio Deus. Ele não finge que o pecado não existe, nem varre nada para debaixo do tapete. Pelo contrário: Ele nos olha com tanto amor, que deseja curar aquilo que nos fere por dentro. Por isso, a graça do perdão começa quando temos coragem de reconhecer nossas fragilidades, quando dizemos com sinceridade: “Senhor, eu errei, eu preciso de Ti.”
A isso a Bíblia chama de confissão, e é ali que a luz volta a entrar.
São João nos lembra com ternura e verdade: “Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos…
Mas, se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça.” É como se Deus nos dissesse: “Meu filho, minha filha, não tenha medo de se aproximar. Eu quero restaurar você.”
O perdão de Deus existe porque Jesus se entregou totalmente por amor.
Na Última Ceia, Ele revelou esse mistério: Seu sangue derramado é a nova aliança, o caminho aberto para que nenhum pecado seja maior do que a misericórdia divina.
Depois da ressurreição, os apóstolos anunciaram essa verdade com alegria: em Jesus, o perdão é real, acessível e abundante.
E quando essa graça toca nosso coração, algo muda dentro de nós. A culpa dá lugar à paz. A ferida começa a cicatrizar. O peso se torna leve. Descobrimos que não estamos sozinhos , temos um Deus que perdoa para nos reerguer, não para nos condenar.
E é dessa experiência pessoal com o perdão de Deus que nasce uma nova atitude: a capacidade de perdoar os outros.
Não porque seja fácil, mas porque sabemos o que é ser amados e acolhidos mesmo quando falhamos.
Como diz São Paulo: “Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem também uns aos outros.”
Perdoar não é esquecer de uma hora para outra, nem fingir que não doeu. É permitir que o amor de Deus cure, aos poucos, o que ainda machuca. É deixar o coração respirar outra vez.
Que este seja o caminho: reconhecer nossa verdade, confiar na misericórdia e caminhar na paz. Porque Deus nunca se cansa de recomeçar conosco e sempre nos estende a mão para que também possamos recomeçar com os outros.















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